Abissal Mergulhos, Brazil
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02/01/15 at 12:38
O primeiro naufrágio artificial de Pernambuco, pioneiro nessa prática, o empresário Homero Lacerda visualizou no Marte uma maneira de impulsionar o mergulho na região, além de criar um recife artificial de primeira. Em 11.04.1998 afundou o Marte, está a 32 metros de profundidade, bem em frente ao hotel Serrambi Resort, rapidamente criou-se um ecossistema único, com uma explosão de vida marinha, Meros, tartarugas, arraias, moréias, barracudas e cardumes diversos com peixes de todos os tamanhos são frequentemente vistos. Atualmente o Marte é considerado um dos melhores mergulhos do Brasil. Histórico: O rebocador da companhia Wilson, sons, como outros rebocadores da companhia, estava em final de vida útil, servindo nos portos do norte do Brasil, até que foi posto fora de uso pela empresa. Em 1997 foi comprado em Recife pelo proprietário do Hotel Intermares de Serrambi, PE. a cerca de oitenta quilômetros ao sul da capital, para servir de recife artificial e ponto de mergulho para a operadora de mergulho do hotel Intermares. Após a retirada de partes nobres como os motores, guinchos etc, o navio foi limpo e dele retiradas algumas poucas portas e estruturas. Durante a madrugada do dia 13 o navio partiu de Recife rebocado por dois pesqueiros, até que no início da manhã atingiu o ponto escolhido para o afundamento. o chegar no local pré-determinado, foram abertas as válvulas de fundo, como o navio demorava a afundar, foi utilizado um maçarico para fazer orifícios no porão de popa, provocando a entrada de mais água e acelerando o processo. Assim mesmo, o Marte demorou algumas horas para afundar completamente. O Marte permaneceu vigiado pelos funcionários do hotel Intermares por alguns anos o que favoreceu a agregação de muita fauna. diversos peixes de grande porte colonizaram os destroços. Infelizmente quando o ponto de mergulho foi identificado, caçadores submarinos passaram a frequentar o local matando os peixes de grande porte. Um fato curioso que ronda o Marte, é que durante um dos mergulhos de turismo, a equipe do hotel acabou derivando do navio e encontrou um novo naufrágio, que ficou conhecido como Galeão de Serrambi. No ano seguinte ao afundamento do Marte, a mesma equipe pós no fundo o Gonçalo Coelho. DADOS BÁSICOS Nome do navio: Marte Data do afundamento: 13 .04.1998 LOCALIZAÇÃO Local: Serrambí UF: PE. País: Brasil Posição: Afundado a 12 quilômetros da costa, na altura da praia de Serrambi. Latitude: 08º 35' 31" Sul Longitude: 034º 54'43" West. Profund. mínima: 16 metros Profund. máxima: 33 metros MOTIVO DO AFUNDAMENTO: formação de recife artificial DADOS TÉCNICOS Nacionalidade: Brasileira Ano de Fabricação: 1942 Armador: Wilson, sons, (Santos). Estaleiro: Scott & Sons (Bowling - Inglaterra). Comprimento: 32,69 metros Boca:7,62 metros Tipo de embarcação: rebocador Deslocamento: 260 Toneladas Material do casco: aço Propulsão: motor diesel Carga: vazio CONDIÇÕES ATUAIS: inteiro FONTES: http://www.naufragiosdobrasil.com.br/naufmarte.htm http://www.serrambiresort.com/mergulho-1/mergulho.htm
02/01/15 at 10:56
Histórico: Após a 2ª Guerra Mundial uma grande quantidade de embarcações utilizadas nos desembarques nas praias foi transformada em navios de pesca ou cargueiros. Os navios americanos deste tipo mais novos, seguiram servindo a US Navy até o final da guerra do Vietna. Com o término deste conflito, muitos deles seguiram o mesmo destino e foram reformados e vendidos a países de menor capacidade econômica como o Brasil. No início da década de 80, a Ilha de Fernando de Noronha, ainda sob administração das Forças Armadas, começou a apresentar grande desenvolvimento turístico e a população da ilha atingiu cerca de 1500 habitantes. Como a ilha não produzia nenhum dos recursos que seus habitantes precisavam, era necessário manter-se uma linha de abastecimento. Ela era feita por aviões da FAB do tipo Hércules e Búfalos. Porém com o aumento das necessidades esse transporte passou a tornar-se caro e insuficiente. Para solucionar o problema, o Estado Maior das Forças Armadas (EMFA), decidiu comprar nos Estados Unidos dois navios do tipo LCT (Landing Craft Tank). A ideia era desembarcar diretamente na praia os produtos, já que Fernando de Noronha, na época, não possuía um porto para desembarque. O EMFA comprou em um estaleiro da Carolina do Sul nos Estados Unidos duas embarcações, batizadas com nomes referentes ao arquipélago de Fernando de Noronha. Elas eram o Forte dos Remédios de 217 toneladas, comprado por US$ 225.000 e o Gonçalo Coelho de 600 toneladas, adquirido por US$ 453.000. As duas embarcações eram velhas, já tinham passado por reformas, mas ainda precisavam de reformas. Segundo o EMFA era a opção barata para suprir uma necessidade emergencial do arquipélago. O Gonçalo Coelho chegou primeiro e, apesar dos graves problemas, fez duas viagens ao arquipélago, antes de ser colocado levado para a Base Naval de Aratú emem Natal, onde deveria passar por uma reforma geral. No início de novembro de 1986, o Forte dos Remédios viajava dos Estados Unidos para o Brasil, quando cruzava o litoral do município do Aracati, CE., encontrou mar grosso, começou a fazer água e afundou rapidamente. A embarcação era originalmente um navio de desembarque de carros de combate LST (Landing Ship Tank). Após a 2ª Guerra Mundial foi, como tantos outros (Márcia, Rio Anil) reformado para cumprir outros papéis. O Gonçalo Coelho prestou serviços durante alguns anos fazendo o transporte de carga entre Recife e Fernando de Noronha. Já envelhecido e fora de uso, foi comprado, desequipado, limpo e preparado com diversas aberturas no casco em recife, sendo rebocado para Tamandaré, acabou por afundar em frente ao Hotel Intermares, servindo a um programa de desenvolvimento de pontos de mergulho, juntamente com o rebocador Marte. As válvulas de porão foram abertas e o Gonçalo afundou em uma hora e meia. DADOS BÁSICOS Nome do navio: Gonçalo Coelho Data do afundamento: 29.12.1999 LOCALIZAÇÃO Local: Serrambi UF:PE. País:Brasil Latitude: 08º 35' Sul Longitude: 034º 54' West. Posição:Afundado a 8 milhas da costa, na altura da praia de Serrambi. Profund. mínima: 16 metros Profund. máxima: 34 metros MOTIVO DO AFUNDAMENTO: formação de recife artificial DADOS TÉCNICOS Nacionalidade: Brasileira Ano de Fabricação: 1944 Estaleiro: (Carolina do Sul - USA) Tonelagem: 600 Comprimento: 64 metros Boca: 8 metros Tipo de embarcação: Ferry Boat Material do casco: aço Propulsão: motor diesel Carga: vazio CONDIÇÕES ATUAIS: inteiro Após o afundamento, a posição do Gonçalo Coelho foi mantida em segredo, com a justificativa de proteger o local da ação dos caçadores submarinos e apesar de inúmeras tentativas de contato de minha parte, para mergulhar no navio, apenas com o objetivo de documentação não obtive resposta de nenhuma espécie. Assim, quando partimos de Maceió na expedição do Voyager / Naufrágios do Brasil de 2007, tínhamos consciência que seria necessário realizar buscas no local contando apenas com algumas poucas informações coletadas antes da viagem e a sorte. Como sempre digo durante os cursos de naufrágio: "o naufrágio pode se esconder, mas no pode sair do lugar; assim, com um pouquinho de perseverança sempre podemos encontrá-lo." A sorte sorriu rápida e após alguns minutos de busca na região a sonda do barco decretava o fim do mistério, lá estava o Gonçalo Coelho. Descrição: Este navio de desembarque encontra-se pousado corretamente no fundo, em sua proa encontramos as duas portas frontais abertas e caídas sob e ao lado da rampa de desembarque, que está apoiada no fundo. Nas duas laterais altas da proa estão as roldanas que seguravam a rampa e a bombordo o guincho que executava a manobra de abertura das portas da proa. A partir de meia-nau o costado de bombordo está pendurado do convés ao fundo de areia. a boreste está o casario, agora (2007) inclinado em cerca de 30º; ele possui uma porta frontal que acessa a escadaria da sala de comando e ao porão. A sala de comando pequena com 3 janelas frontais está vazia. Na parte de trás dessa cabine está preso o mastro da embarcação que se projeta até cerca de 16 metros. No centro da estrutura que sustenta a torre do comando existe uma grande passagem. De meia-nau para a popa, a murada de bombordo está preservada mas a de boreste está caída no fundo ao lado da embarcação. Junto à popa também existe uma grande âncora almirantado, porém pelo modelo não deveria pertencer originalmente a embarcação. Ela era uma âncora reserva e estava no convés caso a principal não "ferrasse" no ponto Fonte: http://www.naufragiosdobrasil.com.br/naufgon%E7alo.htm
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Posted on 26/06/20 at 03:22 |
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