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  • Nº12 # Date: 2015-01-02 - 10:56
  • # Max Depth: 31.4m Duration: 27mins
Diver's Notes

Histórico:

Após a 2ª Guerra Mundial uma grande quantidade de embarcações utilizadas nos desembarques nas praias foi transformada em navios de pesca ou cargueiros. Os navios americanos deste tipo mais novos, seguiram servindo a US Navy até o final da guerra do Vietna. Com o término deste conflito, muitos deles seguiram o mesmo destino e foram reformados e vendidos a países de menor capacidade econômica como o Brasil.
No início da década de 80, a Ilha de Fernando de Noronha, ainda sob administração das Forças Armadas, começou a apresentar grande desenvolvimento turístico e a população da ilha atingiu cerca de 1500 habitantes. Como a ilha não produzia nenhum dos recursos que seus habitantes precisavam, era necessário manter-se uma linha de abastecimento. Ela era feita por aviões da FAB do tipo Hércules e Búfalos. Porém com o aumento das necessidades esse transporte passou a tornar-se caro e insuficiente.
Para solucionar o problema, o Estado Maior das Forças Armadas (EMFA), decidiu comprar nos Estados Unidos dois navios do tipo LCT (Landing Craft Tank). A ideia era desembarcar diretamente na praia os produtos, já que Fernando de Noronha, na época, não possuía um porto para desembarque.

O EMFA comprou em um estaleiro da Carolina do Sul nos Estados Unidos duas embarcações, batizadas com nomes referentes ao arquipélago de Fernando de Noronha. Elas eram o Forte dos Remédios de 217 toneladas, comprado por US$ 225.000 e o Gonçalo Coelho de 600 toneladas, adquirido por US$ 453.000. As duas embarcações eram velhas, já tinham passado por reformas, mas ainda precisavam de reformas. Segundo o EMFA era a opção barata para suprir uma necessidade emergencial do arquipélago.
O Gonçalo Coelho chegou primeiro e, apesar dos graves problemas, fez duas viagens ao arquipélago, antes de ser colocado levado para a Base Naval de Aratú emem Natal, onde deveria passar por uma reforma geral. No início de novembro de 1986, o Forte dos Remédios viajava dos Estados Unidos para o Brasil, quando cruzava o litoral do município do Aracati, CE., encontrou mar grosso, começou a fazer água e afundou rapidamente.

A embarcação era originalmente um navio de desembarque de carros de combate LST (Landing Ship Tank). Após a 2ª Guerra Mundial foi, como tantos outros (Márcia, Rio Anil) reformado para cumprir outros papéis. O Gonçalo Coelho prestou serviços durante alguns anos fazendo o transporte de carga entre Recife e Fernando de Noronha.
Já envelhecido e fora de uso, foi comprado, desequipado, limpo e preparado com diversas aberturas no casco em recife, sendo rebocado para Tamandaré, acabou por afundar em frente ao Hotel Intermares, servindo a um programa de desenvolvimento de pontos de mergulho, juntamente com o rebocador Marte. As válvulas de porão foram abertas e o Gonçalo afundou em uma hora e meia.

DADOS BÁSICOS

Nome do navio: Gonçalo Coelho
Data do afundamento: 29.12.1999
LOCALIZAÇÃO
Local: Serrambi
UF:PE.
País:Brasil
Latitude: 08º 35' Sul Longitude: 034º 54' West.
Posição:Afundado a 8 milhas da costa, na altura da praia de Serrambi.
Profund. mínima: 16 metros
Profund. máxima: 34 metros
MOTIVO DO AFUNDAMENTO: formação de recife artificial

DADOS TÉCNICOS
Nacionalidade: Brasileira
Ano de Fabricação: 1944
Estaleiro: (Carolina do Sul - USA)
Tonelagem: 600
Comprimento: 64 metros Boca: 8 metros
Tipo de embarcação: Ferry Boat
Material do casco: aço Propulsão: motor diesel
Carga: vazio
CONDIÇÕES ATUAIS: inteiro

Após o afundamento, a posição do Gonçalo Coelho foi mantida em segredo, com a justificativa de proteger o local da ação dos caçadores submarinos e apesar de inúmeras tentativas de contato de minha parte, para mergulhar no navio, apenas com o objetivo de documentação não obtive resposta de nenhuma espécie.
Assim, quando partimos de Maceió na expedição do Voyager / Naufrágios do Brasil de 2007, tínhamos consciência que seria necessário realizar buscas no local contando apenas com algumas poucas informações coletadas antes da viagem e a sorte.
Como sempre digo durante os cursos de naufrágio: "o naufrágio pode se esconder, mas no pode sair do lugar; assim, com um pouquinho de perseverança sempre podemos encontrá-lo."
A sorte sorriu rápida e após alguns minutos de busca na região a sonda do barco decretava o fim do mistério, lá estava o Gonçalo Coelho.


Descrição:
Este navio de desembarque encontra-se pousado corretamente no fundo, em sua proa encontramos as duas portas frontais abertas e caídas sob e ao lado da rampa de desembarque, que está apoiada no fundo.
Nas duas laterais altas da proa estão as roldanas que seguravam a rampa e a bombordo o guincho que executava a manobra de abertura das portas da proa.

A partir de meia-nau o costado de bombordo está pendurado do convés ao fundo de areia. a boreste está o casario, agora (2007) inclinado em cerca de 30º; ele possui uma porta frontal que acessa a escadaria da sala de comando e ao porão. A sala de comando pequena com 3 janelas frontais está vazia. Na parte de trás dessa cabine está preso o mastro da embarcação que se projeta até cerca de 16 metros.

No centro da estrutura que sustenta a torre do comando existe uma grande passagem.
De meia-nau para a popa, a murada de bombordo está preservada mas a de boreste está caída no fundo ao lado da embarcação. Junto à popa também existe uma grande âncora almirantado, porém pelo modelo não deveria pertencer originalmente a embarcação. Ela era uma âncora reserva e estava no convés caso a principal não "ferrasse" no ponto

Fonte: http://www.naufragiosdobrasil.com.br/naufgon%E7alo.htm

Dive Profile
Dive Location

  • Temp: Surf 27°C Bottom 27°C
  • Dive type : Recreational, Wreck
  • Visibility: Excellent Water: Salt
Specific gear used
  • Weights: 8 kg
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Overall review
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Wreck
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  • 1. Air
  • 0L Steel     200 → 50 bar
  •  
  • Average depth: 21.6m
Data provided by EOL.org

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